sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Bolsonaro atrapalha demais


 A gente até que tenta, mas não dá pra levar Bolsonaro a sério. Três casos recentes:

1) Fechamento da Ford. Em vez de agir e evitar milhares de desempregados, falou que a empresa só quer subsídios, e isso não é verdade.

2) Falta de oxigênio para doentes agonizantes em Manaus. O governo diz ter mandado algum dinheiro pra lá, como, aliás, é direito de todos os Estados. Mas chocam a gente a  incompetência da máquina governamental e a desumanidade do Presidente.

3) Vacina na Índia - O governo não tem qualquer plano de vacinação. Mandou um avião buscar vacina na Índia, mas a aeronave voltou vazia.

Depois reclamam que o Doria tá crescendo. Com tanta incompetência de Bolsonaro, queriam o quê?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

4% é muito

No início do ano, fomos taxados como candidato a queda pra Série B do Campeonato Brasileiro. Estamos endividados. Não podemos contratar um jogador sequer. Os bastidores da política são horríveis. Nosso presidente sofreu impeachment.

Devagar, fomos trabalhando. Sem desmerecer a ninguém. Só jogando. Chegamos como quem não quer nada.

E olha no que deu:

- Montamos um time com a maioria da base;

- Fazemos uma campanha estável no Brasileirão, com 11 vitórias e 42 pontos;

- Elegemos, graças aos jogadores, um novo "presidente": Alex Stival, o Cuca, nosso treinador;

- E nos classificamos para a final do maior torneio da América Latina, a Libertadores.

Dia 30 de janeiro, no Maracanã, contra o Palmeiras, podemos ser o único clube a conquistar o tetracampeonato da Libertadores. Os especialistas nos deram 4% de chance de vencer o título. Eu, assim como o volante/capitão Alisson e toda a torcida alvinegra, afirmamos: 4% é muito!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Sindicalismo propõe soluções

O ano se inicia com avanço da pandemia, aumento no desemprego e fim do Auxílio Emergencial, que por nove meses pagou R$ 292,9 bilhões aos brasileiros mais pobres.

Alguma coisa precisa ser feita: pelo governo federal, governos estaduais, Congresso Nacional, prefeitos, classe empresarial, sindicalismo, enfim, por todos nós.

O sindicalismo está fazendo. Já no dia 5 de janeiro, as Centrais CUT, Força, UGT, CTB, Nova Central e CSB se reuniram pra tratar dessa dura situação. E aprovaram uma pauta enxuta.

A pauta é: vacinação já, e pra todos, utilizando-se a rede do SUS; retorno do pagamento do Emergencial de R$ 600,00 cortado por Bolsonaro; e iniciativas solidárias, especialmente cesta-básica pra famílias fragilizadas pelo desemprego ou a pandemia.

Na segunda, dia 11, os dirigentes já estavam em Brasília pra debater a pauta com os candidatos à presidência da Câmara e do Senado.

Destaco, também, outra iniciativa de impacto, esta em defesa dos idosos. O Sindicato dos Aposentados da Força Sindical e nossa Confederação (CNTM) derrubaram na Justiça as decisões de João Doria e Bruno Covas, que acabavam com o passe grátis pra pessoas de 60 a 64 anos.

Em Guarulhos, o movimento também espera do prefeito iniciativas como frentes de trabalho e combate firme à Covid-19. O sindicalismo é contra fechar a Proguaru, o que jogará a cidade no abandono e demitirá mais de 4,6 mil Servidores.

Vacina - Sou do tempo em que tomávamos várias vacinas por ano, contra tuberculose, sarampo, tétano, paralisia infantil e outras graves doenças. As vacinas salvaram gerações de brasileiros. Devemos ser contra o vírus. Não contra a vacina.

Peço que respeitemos o isolamento social, utilizando também máscara e álcool em gel. Nos ambientes de trabalho, exigir que a empresa higienize ferramentas, equipamentos, como também os locais de trabalho e de circulação. 

Morreram Genival Lacerda, Nicete Bruno, Paulinho do Roupa Nova, empresários, atletas e outras pessoas de renome. Mas a imensa maioria vitimada pela Covid-19 é gente do povo. A vida do rico e do pobre, do famoso ou do anônimo, tem o mesmo valor. Vamos respeitar a vida e exigir que os governantes respeitem o povo.

Ford - Lastimável que a multinacional decida fechar três fábricas e demitir milhares de trabalhadores neste momento de pandemia e crise econômica. A Ford recebeu R$ 20 bilhões de incentivos fiscais do Estado brasileiro. É assim que ela retribui?


José Pereira dos Santos - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Centrais querem vacinação imediata para trabalhadores


Nesta semana se inicia a luta das Centrais Sindicais em prol do trabalhador. Dirigentes querem se reunir com os candidatos à presidência da Câmara dos Deputados e do Senado para discutir a urgência da vacinação da classe trabalhadora contra o coronavírus.

No entendimento das Centrais, é preciso um plano nacional de vacinação, universal e público, estruturado a partir do Programa Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), integrando Estados e Municípios com o Setor Privado.

Diversos trabalhadores atuam, desde o início da pandemia, na linha de frente no combate à Covid-19. Desta forma, muitos colocaram e colocam em risco a sua saúde e a de seus familiares. Com isso, a campanha das Centrais para a vacinação, já, é de grande importância.

O sindicalismo segue na luta pela classe trabalhadora. E enquanto a vacina não chega, os cuidados devem ser rigorosos. Não podemos relaxar. Essa doença é fatal.