quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Pantanal arde em chamas


O Pantanal sofre com incêndios e descaso do governo. De acordo com especialistas, neste ano o foco de queimadas superou o recorde em 26%. Esse é o pior mês de setembro desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a estudar a região, em 1998.

Faltando três meses para terminar o ano, o Pantanal também registrou novo recorde de queimadas em um ano para o bioma. Foram 15.756 focos de incêndio ante os 12.536 registrados em 2012.

Enquanto nossas áreas são duramente afetadas pelo incêndio, o governo federal prefere dizer que o Inpe faz oposição a Bolsonaro. Ao invés de disponibilizar recursos, pessoas e dar prioridade no combate às chamas, o presidente do Brasil prefere brincar de 'verdade ou desafio'.

Precisamos salvar o Pantanal. E isso é urgente. Se nossos governantes não se mobilizarem, poderá ser tarde demais e a Natureza poderá retribuir de forma negativa para os brasileiros.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Sindicalismo é contra o retorno das aulas


Na última semana, o presidente do Sindicato dos Servidores de Guarulhos (Stap), Pedro Zanotti Filho, elaborou uma carta contra a volta às aulas no Município. O documento foi assinado por diversas entidades sindicais, incluindo o Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região.

De acordo com a carta, a Cidade tem 1,4 milhões de habitantes, 143 escolas na rede pública municipal, 120 mil alunos e cerca de oito mil trabalhadores, entre professores e demais servidores.

O inimigo é invisível. Crianças podem ser assintomáticas. O resultado desse retorno precoce, sem a existência de uma vacina, colocaria em risco milhares de vidas.

Não é hora de retomar as aulas presenciais. O ano letivo pode ser recuperado. Vidas, não.

A causa justa dos R$ 600,00


Devemos apoiar toda causa que tenha efeito coletivo positivo. É o caso do pleito sindical para que o Auxílio Emergencial seja de R$ 600,00, até dezembro. E saúdo o presidente da Força Sindical, companheiro Miguel Torres, por sua obstinada persistência.

No início da pandemia, o governo nada fez pra proteger pessoas sem trabalho e renda. Houve pressão social e setores governistas falaram em R$ 140,00. Depois, subiram pra R$ 200,00.

O sindicalismo procurou o Congresso Nacional, mostrando a necessidade social de um Auxílio maior. O governo subiu a proposta pra R$ 300,00. Mas o Congresso garantiu cinco parcelas de R$ 600,00.

Os efeitos desse dinheiro na base social foram enormes. O número de pessoas cobertas pelo Auxílio chegou a 95 milhões de brasileiros. Também impressiona o resultado junto a setores do comércio, como farmácias, quitandas, mercadinhos e supermercados, onde havia filas frequentes.

Esses R$ 600,00 foram usados principalmente na compra de gêneros de primeira necessidade. Isso aqueceu toda a cadeia da indústria alimentícia, do consumo do produto “in natura” até a mercadoria embalada no supermercado.

Nas farmácias, houve aumento imediato na venda de medicamentos, especialmente de complexos vitamínicos. Sem falar do álcool em gel, que passou a ser item indispensável nas bolsas e nos bolsos.


Só o aumento do consumo de alimentos e de remédios aqueceu dois segmentos industriais importantes, que são o alimentício e a farmacêutico. Isso manteve os empregos e abriu novos postos de trabalho. 

A bem da verdade, todos ganharam: comércio,  indústria, empregados. E o governo se beneficiou com a arrecadação de impostos. Segundo o economista Pedro Afonso Gomes, presidente do Sindicato no Estado de SP, cada Real que o Estado põe no mercado, ao final do ciclo, é multiplicado por cinco. 

Houve ganho real na saúde pública. A melhora no padrão alimentar dos mais pobres protegeu a saúde das pessoas e ajudou a conter o avanço do Coronavírus.

Os tecnocratas alegam que o Estado não pode financiar a pobreza a vida toda. É verdade. O Estado deve gerar condições que tornem a pessoa autônoma. Mas, com recessão prolongada, desemprego em massa e pandemia, essas condições não existem. Portanto, cabe ao Estado agir, proteger e prover.

Peço a todos que apoiem a reivindicação sindical por Auxílio de R$ 600,00 até dezembro. Não é caridade: é gestão da crise. Espero que os deputados federais por Guarulhos e os senadores paulistas não fujam dessa responsabilidade.

terça-feira, 15 de setembro de 2020